terça-feira, 22 de outubro de 2013


 




 temas redacao enem 2013 Possíveis Temas Redação do Enem 2013



SEM DESESPERO
Um dos maiores medos de boa parte dos candidatos no Enem é não saber escrever sobre o tema proposto. O professor Rafael Cunha fez questão de acalmar a plateia. “Eu prometo que a chance de você não ter o que falar sobre o tema da redação é nenhuma. Pode me cobrar depois, pelo Facebook”, disse ele. “A prova pede conhecimentos gerais, que qualquer pessoa ao fim do ensino médio tem. Respire fundo e pense ‘o que eu sei sobre isso?’”. Rafael Pinna acrescentou que os temas sugeridos são amplos e exigem reflexões simples, mas é importante ler com atenção e entender o enunciado.

SENSO CRÍTICO
De acordo com Pinna, a prova do Enem é feita pelo governo federal para avaliar se o estudante entende a realidade em que vive e sua capacidade de propor soluções. “O candidato deve ler o enunciado e os textos de apoio com senso crítico, buscando identificar um problema para, em seguida, apresentar uma solução”. Na redação do ano passado, por exemplo, o assunto foram os movimentos migratórios para o Brasil. Segundo o professor, não adiantaria o aluno abordar simplesmente aspectos positivos da chegada de estrangeiros para o Brasil. “É preciso problematizar”. Ele ilustrou sua afirmação com um texto que recebeu nota 1000 em 2012. Na redação, o aluno mostrou que o país não tem infraestrutura para acomodar todos os imigrantes no mercado de trabalho formal e que seria preciso investir na criação de emprego e na educação desses estrangeiros.

CORPO DO TEXTO
Segundo os professores, toda redação do Enem deve ter introdução, na qual o aspirante ao ensino superior mostra que entendeu o tema e propõe uma tese própria; parágrafos de desenvolvimento e uma conclusão, que deve, obrigatoriamente, trazer uma solução para o problema identificado. Esta última é o que o MEC chama de proposta de intervenção. “A proposta de intervenção é muito importante para uma boa nota. Ninguém deve reinventar a roda, mas é preciso detalhar sua sugestão. Se for muito superficial, perde pontos”, esclareceu Rafael Cunha. “Além disso, a solução deve estar ligada à tese proposta e ao desenvolvimento”.

NÃO DEIXE POR ÚLTIMO
Os estudantes devem, ao longo de toda a prova, ficar ligados no passar das horas. A redação é aplicada no segundo dia do exame, junto com 90 questões de múltipla escolha, de linguagens e matemática. O candidato tem de 13h a 18h30 para fazer tudo. A produção do texto deve tomar cerca de 60 minutos, para não atrapalhar o resto. “Jamais deixem a redação por último. É melhor faltar tempo para as questões de múltipla escolha, porque no último minuto você pode chutar e ter chance de acertar. Com a redação não é assim”, aconselhou o professor Cunha.

TAMANHO DA DISSERTAÇÃO
A redação do Enem deve ter no máximo 30 linhas, contando com o título. Menos de oito linhas significa nota zero. Parágrafos muito curtos deixam impressão de superficialidade. O ideal, segundo eles, são quatro ou cinco parágrafos de seis a oito linhas. “Parágrafos de 12 linhas não são legais, fica chato de ler”, comentou Pinna.

APRESENTAÇÃO
Os corretores avaliam a prova lendo o texto no computador, por uma intranet. A letra do candidato não precisa ser bonita, mas deve ser legível. Além disso, é importante evitar rasuras muito grandes. “Utilizem a folha de rascunho primeiro. Se, mesmo assim, errar, faça um risco horizontal para deixar claro o engano. Mas evite rabiscar demais a palavra, para não deixar sua redação cheia de borrões”, disse Pinna, que já foi corretor da prova, em 2009. “Os corretores avaliam cem textos por dia. A redação tem que estar apresentável”.

É BOM CITAR AUTORES?
De acordo com Pinna e Cunha, qualquer citação deve estar associada ao texto. “Tem gente que decora uma frase e cisma de escrever, mesmo que não seja pertinente. A gente não pode ser pedante. Além disso, a sua citação deve estar sempre acompanhada do nome do autor, escrito corretamente, claro”, alertou o professor Pinna.

NOTA ZERO PARA DEBOCHES
O governo fez alguns ajustes este ano. Depois que candidatos tiraram notas acima da média fazendo ironias claras no texto em 2012 (um estudante chegou a escrever uma receita de miojo na redação), o MEC decidiu que esse tipo de deboche será punido com nota zero. “São tentativas de desmoralizar o exame. Não havia previsão para esse problema e, por isso, os corretores ignoravam”, disse Pinna.


Redação no Enem

1) A temática proposta costuma ter um viés social que pode - e deve - ser associada a outras esferas: cultural, política, comportamental, ambiental.

2) Clareza e coerência são fundamentais na construção textual. Lembre-se de que a leitura deve ser "fácil" e fluida, garantindo o bom entendimento do seu texto. Para isso evite a utilização de termos rebuscados e preocupe-se com os conectivos: termos como "portanto", "então", "além disso" e "desse modo", quando bem utilizados garantem a fluidez necessária.
3) A banca do Enem pede que você apresente propostas de intervenção, ou seja, medidas que podem amenizar uma situação-problema. Avalie o papel do governo, da sociedade, do indivíduo e da mídia, por exemplo, na tentativa de reverter panoramas que podem ser melhorados ou amenizados.

4) Na proposta de intervenção é fundamental o respeito aos direitos humanos. Posturas radicais ou extremas não condizem com um cidadão consciente e engajado que já cursou o ensino médio.

5) Faça uso dos conhecimentos adquiridos ao longo da sua formação. Embase seus argumentos com elementos históricos, geográficos, literários, filosóficos, entre outros, demonstrando pleno conhecimento de mundo. Não se esqueça: a interdisciplinaridade é bem vista pela banca, mas sempre acessória. O principal é focar na defesa do seu ponto de vista.

Na hora de escrever

NÃO FAÇA períodos muito longos, prefira sempre frases simples, pois elas dão clareza ao texto
NÃO CRIE estruturas sintáticas incompletas
NÃO USE marcas de oralidade, como gírias, por exemplo
NÃO RECORRA a clichês quando fizer sua proposta
NÃO USE um mesmo argumento repetidas vezes
DEIXE DE LADO expressões como "eu acho"
JAMAIS desrespeite os direitos humanos
FAÇA UM ROTEIRO sobre o tema. Ajuda a ter foco na hora de criar a proposta
PREFIRA um vocabulário simples a palavras rebuscadas
USE sinônimos para não repetir palavras
USE a norma culta. Uma das cinco competências da redação avalia o rigor gramatical
SEJA coerente no texto com a proposta que defenderá
Possíveis Temas Redação do Enem 2013 para você dar uma estudada e saber se realmente você sabe dissertar sobre todos esses temas:

 Veja 10 assuntos que podem ser tema da redação do Enem


Água e sustentabilidade
 
Segundo o professor de Língua Portuguesa do Colégio Alfa Cem Bilíngue, Cosme Cunha, este é o tema mais aguardado, pois 2013 é o "ano da água". Segundo ele, vale a pena os candidatos perceberem onde estão as reservas, de que maneira o aquecimento global interfere nelas, prejuízos trazidos pelo agronegócio e, por fim, medidas pessoais do cotidiano que podem minimizar o desperdício.

Energia

O professor Cosme Cunha lembra que o tema figura como um dos mais apostados pelos professores, nos últimos anos. Então, é importante estar por dentro da questão energética no Brasil. Saber de onde vem a energia consumida no país, os impactos ambientais gerados por elas e quais as fontes alternativas que podem ser usadas é de suma importância. Para Cosme, é importante que o aluno saiba debater a questão energética propondo soluções para os gargalos no setor.

Manifestações populares

 

De acordo com a professora de Língua Portuguesa e Redação do Colégio Notre Dame-Recreio, Maria Carolina Oliveira, “o gigante acordou” foi, talvez, a expressão mais utilizada no cenário nacional em 2013. Por isso, é um forte candidato a tema de redação. "Milhares de pessoas, em todo o Brasil, foram às ruas reivindicar a construção de um país melhor, com saúde e educação, sem corrupção. No entanto, questiona-se a transformação da indignação popular em votos conscientes, quando as próximas eleições acontecerem no próximo ano", destaca a professora.

Relações trabalhistas no Brasil

 

Outra dica da professora Maria Carolina. Como ela lembra, a consolidação das leis trabalhistas brasileiras completa 70 anos em 2013. Logo, todos os temas relacionados à situação atual do trabalhador no Brasil são possíveis. "Trabalho infantil, mercado informal e situações de trabalho escravo podem ser assuntos contemplados pela banca do Enem. Além disso, não se pode esquecer que a PEC das Domésticas motivou inúmeras discussões acerca das relações trabalhistas no começo deste ano", comenta.

Supervalorização do corpo

 

Esta dica é do professor de Língua Portuguesa, Literatura e Redação do Colégio Liessin, Daniel Jorge. Segundo ele, vivemos numa sociedade cuja imagem tem muita força. Em função disso, não são raros os casos de jovens e adultos que se submetem aos mais excêntricos e perigosos recursos para alcançar a considerada forma perfeita. "E a mente? Será que acompanha o ritmo do corpo? Vale a pena refletir", recomenda o professor.

 

Diversão e responsabilidade na juventude

 

Para o professor Daniel Jorge, o episódio da Boate Kiss, que causou a morte de 242 pessoas em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, trouxe uma reflexão sobre os riscos da diversão entre os jovens. "Será que é uma questão de 'inconsequência juvenil', como dizem por aí, ou mesmo uma questão de controle por parte das autoridades?", questiona.

 

Identidade do povo brasileiro

 

"Como é construída a identidade do povo brasileiro?" Este é um tema que, segundo a professora de Língua Portuguesa e Redação do Colégio e Curso Pensi, Carolina Pavanelli, poderia facilmente ser cobrado no Enem. Ela justifica: "As vertentes sociais e culturais aparecem no edital do ENEM como possibilidades temáticas. Até hoje, ainda não foi discutido na redação o que faz de nós o que somos enquanto povo, cultural e socialmente."

Participação social e trabalho voluntário

 

 

Como nota a professora Carolina Pavanelli, este tema também ainda não caiu nas redações do ENEM. Por isso, ela acha que tem chance de ser cobrado. Como ela exemplifica, o assunto pode vir aliado a uma reflexão sobre como as manifestações populares que ocorreram este ano ajudam a reforçar uma forte tendência ao questionamento do nosso papel enquanto sociedade.

Julgamento do Mensalão

 

Como avalia a professora de Língua Portuguesa do Mopi, Catarina Schumann, o julgamento e a punição de políticos por corrupção é um fato histórico no Brasil, até então. Por isso, segundo ela, o aluno tem que estar antenado com todo o cenário político que está por trás do julgamento, caso ele seja cobrado na prova.

Mais Médicos

 

Outra dica da professora Catarina Schumann é o recente programa lançado pelo governo federal, que trouxe médicos estrangeiros para suprir a carência de profissionais no país. De acordo com ela, é importante o aluno saber todos os aspectos que cercam essa política, como as baixas no serviço de saúde pública no Brasil.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Possíveis Temas Redação do Enem 2013

Enem 2013 Tema da Redação
Quem vai fazer a prova do Enem 2013 sabe muito bem que a mesma é dividida em dois dias, sendo que no segundo dia é onde é aplicado a redação do Enem, e a mesma é a parte mais importante, pois é a que mais conta pontos, por isso que muitos jovens ficam pensando no tema da mesma para poder se preparar, e para ajudar vocês que estão com duvidas sobre esse assunto nós trouxemos na dica de hoje os Possíveis Temas Redação do Enem 2013 fique de olho.
temas redacao enem 2013 Possíveis Temas Redação do Enem 2013
Os temas para redação Enem 2013 pode ser qualquer um, mas é claro que eles não divulgam, mas não é muito difícil adivinhar, basta ficarmos ligados no dia a dia e nas noticias, eles sempre buscam um tema bem discutido e que está em alta na mídia, isso tudo para testar o conhecimento do aluno sobre o mundo atual e sobre os acontecimentos do dia a dia.
Para quem vai fazer a redação do Enem 2013 sempre indicamos que o aluno fique de olho nos jornais, seja pela televisão, o impresso ou mesmo pela internet, porque somente assim para que eles possam ficar de olho nas atualidades, porque é isso que é cobrado na redação, somente atualidades e assuntos importantes sobre o país, que pode ser sobre meio ambiente, politica, economia e muito mais.
Confira: Dicas para Fazer uma boa redação no Enem 2013
Se você não tem ideia de qual será o tema redação Enem 2013 separamos aqui algumas sugestões, com base nos assuntos atuais deixamos abaixo a nossa lista com os nomes dos Possíveis Temas Redação do Enem 2013 para você dar uma estudada e saber se realmente você sabe dissertar sobre todos esses temas:
• A construção da Usina de Belo Monte
• Energia Nuclear e Vulcões
• Globalização
• Diretos Humanos
• Meio Ambiente / Ecossistema / Desmatamento
Essas são as sugestões de temas redação Enem 2013 que podem ser cobradas, é importante saber dissertar bem sobre esses temas para na hora da prova você saber o que escrever e assim ter uma boa nota para garantir sua bolsa de estudos. Lembrando que você deve ficar antenado nas atualidades para não ser pego de surpresa por um tema que não tem conhecimento, assim ficará muito difícil elaborar uma boa redação.

Dicas de como fazer uma boa redação para o Enem 2013
O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM 2013) é uma das provas mais esperadas do ano, principalmente pelos estudantes que se preparam o ano inteiro. Uma das polêmicas do concurso é a avaliação da redação no ENEM 2013 que teve alguns problemas há algum tempo, mas agora melhorou nas últimas edições. Confira a seguir algumas dicas para fazer uma boa redação para o Enem 2013.
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A prova de redação do ENEM 2013 é bem parecida em relação à do vestibular tradicional, mas que apresenta alguns traços característicos. Em ambos o tipo de prova, o candidato precisa estar bem informado dos assuntos da atualidade para melhor desenvolver a sua redação.
Entre os temas mais frequentes das redações do ENEM são temas sociais e a aplicação de cinco conceitos mostrados nas provas objetivas. Essas são algumas das peculiaridades da redação do ENEM 2013.
Mesmo sendo uma prova bem parecida do vestibular tradicional, a prova do ENEM exige do candidato a explanação de conceitos bem homogêneos e completos, ou seja, o candidato precisa ver o tema como um todo e não apenas isoladamente. Conseguir contextualizar o assunto como em sua totalidade, essa é uma das principais dicas de como fazer uma boa redação para o ENEM assim como também para outras provas.
O tema será geralmente apresentado ao estudante, acompanhado de um pequeno texto exemplificativo e a partir desse tema, o candidato deverá desenvolver suas ideias. Alguns requisitos também serão avaliados, como a apresentação dos textos, por isso uma letra legível é recomendável; boa grafia e concordância gramatical são essenciais; assim como os aspectos de ortografia, acentuação.
Outra competência que será avaliada é saber desenvolver o tema da redação do Enem 2013, se há clareza e objetividade na explanação do tema. Por isso, outra dica de como fazer uma boa redação é a técnica básica de introdução, desenvolvimento e conclusão. Na introdução, como o próprio nome diz deve ser apresentado as principais ideias que serão exploradas no texto. No desenvolvimento, o candidato deve desenvolver as ideias apresentadas na introdução. Uma dica é se for falar de vários tópicos dentro do tema, divida cada um desses em parágrafos, deixando o texto mais organizado. E na conclusão, é um desfecho das ideias, fechando com uma ideia conclusiva que amarra as demais.
O ENEM gosta de explorar temas polêmicos, como violência, política e educação, então, além de se preparar com as técnicas de redação, também com leituras de jornais, revistas sobre temas da atualidade é fundamental para fazer uma boa redação no ENEM e em outros concursos.


17 possíveis temas para a Redação do Enem 2013

Terminado o prazo das inscrições para a edição deste ano do Enem, é hora de começar acelerar os estudos para fazer bonito nos dias 26 e 27 de outubro.
Nesses meses que antecedem o exame mais importante do país, dedicação e organização nos estudos devem ser as palavras chave daqueles que realmente almejam arrebentar no Enem. E nenhuma matéria pode ficar esquecida. De matemática à literatura. Passando por inglês e biologia.
E toda essa preparação não para por aí. Como todos sabem, as provas do Enem exigem dos seus candidatos conhecimento e informação do que anda acontecendo no Brasil e no mundo. Seja no tema da redação, ou mesmo nas questões, aquele que estiver atualizado sairá bem a frente dos demais.
Pensando nisso, nós, do infoEnem, resolvemos dar aquela mãozinha. Consultamos vários especialistas e professores e perguntamos quais, na opinião de cada um, eram os possíveis temas da redação do Enem 2013.
E o resultado está aí. Uma lista de atualidades imprescindível para todos que vão fazer a prova. Quem sabe o tema da redação do Enem 2013 não esteja logo abaixo?
1 – Redução da maioridade penal: Como todos sabem, a violência urbana é um dos maiores problemas do nosso país. Uma das medidas que vem sendo amplamente discutida nos últimos tempos é a redução da maioridade penal. E você é contra ou a favor?
2 – Importação de médicos: O Ministério da Saúde estuda a possibilidade de importar médicos de outros países. Essa tentativa, segundo o próprio ministro da saúde, visa amenizar a escassez desses profissionais nas regiões mais carentes. Em contrapartida, muitos protestos contra a possível medida já apareceram em diversos cantos do Brasil. Que tal estudar a polêmica um pouco mais a fundo?
3 – Morte de Hugo Chávez: Após mais de um ano e meio de luta contra o câncer, no dia 5 de março de 2013, faleceu Hugo Chávez. A repercussão e as consequências da morte do presidente da Venezuela não podem estar ausentes no repertório daqueles que vão prestar o Enem.
4 – MP dos portos: Você sabia que a Medida Provisória 595, que vai definir as formas de exploração dos portos e instalações portuárias do país, já sofreu mais de 150 modificações? Aliás, você sabe o que são os TUPs? Se você não entendeu muito bem do que estamos falando, é bom se atualizar desse polêmico assunto!
5 -Ameaça de ataque nuclear norte-coreano: Você não leu errado, não. A Coréia do Norte voltou a ameaçar a vizinha Coreia do Sul e os Estados Unidos de ataques com armas nucleares. Além de poder virar tema da redação, esse assunto tem tudo para aparecer em questões de geografia.
6 – Tragédia em Santa Maria: A morte de 242 jovens na boate Kiss foi amplamente noticiada na mídia nacional e internacional. Fatalidade ou negligência? É bom ir preparando seus argumentos caso os examinadores decidam lembrar, na hora da prova, de um dos episódios mais tristes da história do Brasil.
7 – Margaret Thatcher: A morte da mulher que foi primeira-ministra do Reino Unido durante mais de 10 anos pode aparecer tanto na redação quanto nas questões objetivas do Enem de 2013. Seria interessante conhecer um pouco mais da biografia da política que se tornou um dos maiores símbolos da Inglaterra, não acha?
8 – Atentado em Boston: No dia 15 de abril de 2013, duas bombas foram detonadas na Maratona de Boston matando três pessoas e ferindo mais de 170. Você sabe quem foi autor e quais os motivos levaram a esse ataque terrorista?
9 – Eutanásia: A prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um especialista sempre é motivo de polêmica e controvérsia, pois representa atualmente uma complicada questão de bioética e biodireito. E aí, qual a sua opinião?
10 – A mulher do século XXI: Cada ano que passa a mulher vem ganhando mais espaço na nossa sociedade. Mas ainda existem diversos desafios e conquistas pela frente. Elas, em geral, continuam ganhando menos e sofrendo diversos preconceitos quanto à liberdade sexual. Um prato cheio para o tema da redação, não acha?
11 – Doação de órgãos: Outro assunto polêmico ligado à saúde. Questões religiosas, muitas vezes, indo ao encontro de curas e tratamentos médicos. Listas gigantescas de pacientes a espera de órgãos. A burocracia para se tornar, de fato, doador. Vários pontos justificariam esse assunto como tema de redação.
12 – Trabalho (leis e direitos): Muitos estudiosos afirmam que nossas leis trabalhistas são antigas, e, às vezes, inadequadas. Recentemente foi aprovada a PEC das domésticas. Pode ter certeza que vários pontos desse assunto você deve se atualizar para não ser pego de calça curta!
13 – Consumo de água: Várias pesquisas mostram que água potável é um bem que pode acabar.  Com isso, o consumo consciente e a racionalização do uso da água, mesmo no Brasil, são assuntos atuais e fundamentais em toda esfera global. Você sabia, por exemplo, que o maior consumidor de água é os EUA e seu principal aquífero (Ogallala), responsável por um quinto das terras irrigadas no país, vem sofrendo grandes baixas por causa da exploração humana?
14 – Obsolescência planejada: Você pode até não saber o que é, mas certamente já foi vítima dela! A obsolescência programada acontece quando há uma ação deliberada da empresa fabricante que força o cliente a adquirir um novo modelo do bem. É o caso dos aparelhos domésticos ou equipamentos eletrônicos. Não acha interessante ler um pouco sobre o assunto?
15 – Grandes eventos esportivos no Brasil: A confirmação da realização da Copa do Mundo de Futebol em 2014 e Olimpíadas em 2016 foram apontados, por muitos, como assuntos favoritos para o tema da redação do ano passado (2012). Apesar da expectativa, não apareceram. Mas quem garante que esse ano não possam ser cobrados?
16 – Obesidade: A preocupação não é apenas com a estética. Muitas pessoas que estão com excesso de peso apresentam alterações nos níveis de colesterol, e, consequentemente, problemas cardíacos. Atualmente, a obesidade transformou-se num problema sério de saúde, numa epidemia que se alastra e já atinge parte expressiva da população, nas mais variadas faixas de idade. As causas são muitas, principalmente os hábitos alimentares baseados no fast food, salgadinhos e guloseimas, além de horas passadas em frente da televisão (sedentarismo).
17 – Consumismo infantil / publicidade para crianças: Vale a pena entender e estudar toda a problemática da publicidade de alimentos considerados não saudáveis, que correspondem a mais da metade das publicidades dirigidas às crianças brasileiras. Seus altos investimentos a fim de fidelizar o público infantil, fogem do controle social e causam diversos efeitos colaterais indesejáveis, como por exemplo, a obesidade infantil.


Para ser nota 1000 na Redação Enem 2013, veja como deduzir os temas que poderão cair na prova!

Como estão seus estudos para a prova de Redação Enem 2013? Você já sabe  que a partir de maio, poderá ser publicado o edital do Enem 2013, conforme foi falado pelo Ministro da Educação – Aloizio Mercadante, certo? Com esse edital, você já poderá saber os prazos de inscrição, os conteúdos determinados à Prova, as regras para sua realização. E, conjuntamente com o edital, também será disponível a Cartilha de Redação do Enem 2013, com instruções para você fazer sua redação e normas de correção.
Estamos em abril ainda, nenhum edital foi lançado, nem podemos ter uma indicação precisa do tema – somente possibilidades. Como anda sua redação para o Enem 2013? Está fazendo? Está conseguindo escrever? Seu texto se enquadra nas normas sempre pedidas pelo Enem? Já conseguem ser nota 1000 na Redação Enem 2013?
Você sabia que para a redação do Enem 2013, existirá um determinado gênero de texto a ser feito? Até a prova de 2012, foi solicitado o gênero dissertativo-argumentativo, o qual deveria ter a sua estrutura específica e, na conclusão, a exposição de soluções sobre a problemática – o tema abordado – em sua Redação Enem 2013.
Redação Enem 2013
Veja abaixo os temas das Redações Enem desde 1998 até 2012:
2012 - Movimento imigratório para o Brasil no século 21;
2011 - Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado;
2010 - O trabalho na construção da dignidade humana;
2009 - O indivíduo frente à ética nacional;
2009 - Valorização do Idoso [Prova Cancelada]
2008 - Como preservar a floresta Amazônica;
2007 - O desafio de se conviver com as diferenças;
2006 - O poder de transformação da leitura;
2005 - O trabalho infantil na sociedade brasileira;
2004 - Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação;
2003 - A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo;
2002 - O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais que o Brasil necessita?
2001 - Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
2000 - Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional;
1999 - Cidadania e participação social;
1998 - Viver e aprender.
Qual tema você acha que poderá ser no Enem 2013?

Dicas de como deduzir os temas para a Redação Enem 2013:

1) “Toda escritura requer uma boa leitura”: leia todo material disponível sobre atualidades ao seu redor (jornais, revistas, páginas de jornais no Facebook, no Twitter, na web, etc.)
2) Ouça rádio e veja telejornais: a televisão e o rádio informam em grandes noticiários tudo o que acontece no Brasil e no Mundo.
3) Como você viu nos temas passados, quase todos eles remeteram a algo sobre o Brasil, então foque seu olhar para nosso país.
4) Quando você notar que um tema é muito recorrente, escreva um texto dissertativo-argumentativo. Treinar desde já auxilia na hora da prova.



sexta-feira, 1 de março de 2013

VICTOR BRECHERET

            
             - por Tais Luso de Carvalho 

- Monumento às Bandeiras -
Uma das maiores esculturas do mundo - em bloco de granito de 50 metros de comprimento, por 16 metros de largura e 10 de altura. São 37 figuras, ao todo. Considerada um marco da cidade, é uma homenagem aos bandeirantes paulistas que estenderam as fronteiras brasileiras e desbravaram os sertões nos séculos 17 e 18. Esta obra foi inaugurada no dia 25 de janeiro de 1953 como parte das comemorações do 399º aniversário de São Paulo.

Seu nome de origem era Vittorio Brecheret, nasceu em Farnese – Província de Viterbo / Itália, em 1894. Filho de Augusto Brecheret e Paolina Nanni - que faleceu quando o pequeno Vittorio tinha apenas 6 anos de idade. Foi acolhido pela família do tio materno, Enrico Nanni, e com sua família emigrou para São Paulo, ainda na infância. Trabalhava com o tio numa fábrica de sapatos durante o dia, e à noite fazia cursos no Liceu de Artes e Ofícios.
Mudou o nome para Victor Brecheret, recorrendo à justiça,  já com mais de trinta anos, para registrar-se no Registro Civil do jardim América – em São Paulo. Desta maneira obteve a nacionalidade, também brasileira.
O neoclassicismo dominava os círculos culturais que estimulavam as viagens de escultores à Europa à procura de vestígios, indiferentes à tensão renovadora que sacudia o velho continente.
Em 1913, já com 19 anos, seus tios o enviaram para Roma, para aprender a arte da escultura, mas dada a sua falta de formação, não foi aceito na Academia de Belas Artes. Porém, foi recebido como aluno de Arturo Dazzi, o mais famoso escultor italiano na época. Permaneceu em Roma 6 anos, voltando ao Brasil em 1919.
Frequentou vários estúdios de escultores, aprendendo a difícil arte de esculpir, como amassando o barro, aprendendo as formas e leitura do gesso, o estado da pedra e do mármore, aprendendo, também, a anatomia humana e animal, no período em que trabalhou como aluno de Dazzi.
Após estudar no Liceu de artes e Ofícios de São Paulo e em Roma, Brecheret teve seus trabalhos divulgados pelos modernistas como Di Cavalcanti, Menotti del Picchia e Mario de Andrade.
Brecheret distinguiu-se de outros escultores que transmitiam conceitos mais tradicionais. Até Monteiro Lobato, que hostilizava Anita Malfati, disse que Brecheret se apresentava como a mais séria manifestação do gênio cultural surgido naquela época.
Em Roma ganhou o primeiro prêmio na Exposição Internacional de Belas Artes. Em 1917, fixou-se em Paris, onde frequentou os grandes nomes do cubismo. De volta ao Brasil, participou da 'Semana de 22' – um dos acontecimentos mais importantes na formação do grupo modernista -, expondo suas obras no saguão do Teatro Municipal de São Paulo, juntamente com Vicente do Rego Monteiro, Di Cavalcanto e Anita Malfatti.
Em 1934 o governo francês adquiriu a sua obra Grupo para o Museu Du Jeu de Paume e o condecorou com a Cruz da Legião de Honra.
A construção do Monumento às Bandeiras, iniciada em 1933, por vários empecilhos só foi completada quase 20 anos depois. Era um artista que falava pouco de si e de sua formação.
Brecheret foi premiado como melhor escultor nacional na I Bienal de São Paulo, em 1951, morreu em São Paulo em 18 de dezembro de 1955.


A obra Fauno - entidade campestre em 1942. Metade homem, metade cabra sobre uma pedra com um cacho de uvas e uma flauta nas mãos.


A obra Depois do Banho pode ser visto nos jardins do Largo do Arouche, na região central, inaugurada em 1932. Não há registros de que na época a nudez da obra tenha chocado os paulistanos. 


SEMANA DE ARTE MODERNA / 1922

   - Tais Luso de Carvalho
A Semana da Arte Moderna aconteceu de 11 a 18 de fevereiro de 1922 – na verdade ocorreu em apenas três dias: 13, 15 e 17 – no Teatro Municipal em São Paulo. Essa semana foi um marco para a história da arte no Brasil, aparecendo na figura de Mário de Andrade  o principal líder e teórico do Movimento.

Um grupo de artistas – pintores, escultores, arquitetos, músicos, poetas e escritores de vanguarda – reuniu-se e organizou um evento que se intitulou Semana da Arte Moderna, que ficou conhecida como a Semana de 22.

Esse grupo tinha como objetivo romper com o academismo nas artes e nas letras: renovar, chocar, ousar, escandalizar e chamar a atenção para modificar as ideias e formas na pintura e literatura, levar ao público um espírito nacionalista. Sim, os trabalhos apresentados por este grupo chocaram profundamente o público, mas as ideias plantadas germinaram e formaram uma nova geração de artistas, mais preocupados com a humanidade, com a expressão dinâmica do século 20, com a violência, com a mulher como colaboradora inteligente da sociedade e da cultura, e com a nacionalização da arte.

Apresentou-se, então, no saguão do teatro uma exposição antiacadêmica que revelava tendências europeias desconhecidas do público. Naquela exposição, hoje marco histórico da pintura moderna brasileira, haviam trabalhos de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, John Graz, Zita Aida, Forignac, Vicente do Rego Monteiro, Martins Ribeiro e outros. Era um surto de nacionalismo, resultante, sem dúvida do desenvolvimento industrial do país – mais rápido e intenso em São Paulo.

Os inovadores, no entanto, incorreram no mesmo erro que condenavam nos acadêmicos: procuravam o Brasil na Europa. Mas pouco tempo depois os escritores e artistas da Semana de 22 sentiram a necessidade de reforçar o sentimento brasileiro que estaria soando falso nas tendências que haviam escolhido e adotado.

Segundo Oswald de Andrade... 

'Não sabemos o que queremos, mas sabemos o que não queremos'.

Promoveram, então, dois movimentos muito significativos: Pau-Brasil, 1924 e o Antropofágico, 1928. Agora sim, colocaram a mão no Nacionalismo! Inspiraram-se em temas regionais, folclóricos e indígenas.

Tarsila do Amaral participou do primeiro movimento, Pau Brasil. Inspirou-se muitas vezes num colorido ingênuo, lírico onde pintava objetos e utensílios populares, desde oratórios de santeiros rústicos à peças artesanais, a afirmações mais genuínas em nossa pintura, deixando para trás o academismo ortodoxo.

O Modernismo, que no Brasil representou a nacionalização da arte, da literatura e da música em todos os aspectos, passou a preocupar-se com os dramas do homem moderno e, principalmente com o drama do homem brasileiro.

Alguns dos Modernistas do Movimento de 1922: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Victor Brecheret, Anita Mafaltti, Di Cavalcanti, Heitor Villa Lobos, Menotti Del Pichia, Ronaldo de Carvalho, Sergio Milliet, Guiomar Novaes, Guilherme de Almeida, Manuel Bandeira, Graça Aranha, John Graz, Zita Aita, Vicente do Rego Monteiro, Osvaldo Goeldi, Martins Ribeiro, Ferrignac, entre tantos outros.

Coube a Mário de Andrade sintetizar a herança de 1922:

A desintegração do passado artístico.
A atualização intelectual com as vanguardas europeias.
O direito permanente de pesquisa e criação estética.
A estabilização de uma consciência criadora nacional, preocupada em expressar o país.

A Semana de 1922 deixou seu legado!

             A Boba / Anita Malfatti ( a indignação de M. Lobato)                 Cabeça de Mulata / Di Cavalcanti
                    

                     Mulher  / Vicente do Rego Monteiro                                    Anita Malfati / Urutu


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Fontes:
Curso de Literatura Brasileira / Sergius Gonzaga - ed. Leitura XXI
Como entender a pintura moderna / Carlos Cavalcanti - ed.Civiliação Brasileira
História da Arte / Kenia Pozenato – ed..Mercado Aberto

COMO EDUCAR NOS DIAS DE HOJE?


Educar exige, antes de tudo, a consciência de que desejamos que o Outro aprenda e que esse Outro não somos nós.

Educar não é tanto passar algo que é nosso, o conhecimento, para o outro, mas antes auxiliar esse outro a adquirir um conhecimento que ele não tinha.

Então, o primeiro passo é uma atitude de respeito, de ouvir o que esse Outro tem a dizer, o que ele pensa, acredita... Como um bom médico. Sempre de um modo calmo e simples, com afeto, mas sem afetações. Ninguém gosta de ser tratado como se fosse menos porque não sabe.

O conhecimento é, antes de tudo, informação vivida, experiência. Isso significa que o ponto central de um processo educativo é desenvolver a capacidade do outro refletir, vivenciar as informações construídas.

Nesse sentido, o exemplo do educador, fala mais alto do que as suas palavras. De fato, há um ditado que diz que 'aquilo que você faz grita tão alto que eu não ouço o que você diz' O exemplo coerente grita: então quando o pai diz que não pode mentir nunca, de jeito nenhum, mas também fala para o filho atender ao telefone e “se for a Tia Maria, diz que eu não estou”. Então, falta a coerência do exemplo. E a ação educa mais do que a palavra.

A edução é um trabalho de muitos: dos pais, antes de tudo; depois da escola, mas também da Igreja, da Televisão, dos livros, dos amigos... Tudo e todos educam, para bem e para mal.

Os pais são os principais responsáveis pela educação de seus filhos e devem pensar com cautela na responsabilidade que significa esses diferentes agentes de educação junto a seus filhos. Por exemplo, como é a escola em que meu filho é também educado? Como ela é parecida com minha maneira coerente de educar meu filho?
 

GÊNEROS TEXTUAIS NA SALA DE AULA: ENTRE MODAS E REALIDADES




“Precisamos bolar uma aula diferente! Temos de usar o texto nas aulas!” Que professor de língua portuguesa nunca ouviu algo assim? Tais comentários costumam refletir o desejo sincero de trabalhar em uma escola que cumpra, de fato, o seu papel social. Mas pensemos um pouco: “O que é uma aula diferente?”. Ora, se um professor entrasse em aula fantasiado de bailarina, com certeza essa aula seria diferente. Mas teria qualidade? O que realmente desejamos quando propomos uma aula diferente? Atualmente, muitos se voltam para os gêneros textuais. “Temos de trabalhar os gêneros!” tornou-se uma espécie de moda na escola. No entanto, sem conhecer bem o tema, trabalhar com gêneros pode trazer mais problemas que soluções. E, como toda moda, pode ser diferente, mas também passageira. Promover uma aula baseada no conceito de gênero textual permite o desenvolvimento da identidade cidadã de nossos alunos, mas exige alguns importantes deslocamentos na tradição curricular: a língua portuguesa deixa de ser limitada por uma visão gramatical teórica e passa a ser considerada uma atividade humana, um meio, por excelência, de existir no mundo. Isso nos desafia a levar essa língua para a sala de aula o mais próximo possível de como ela é surpreendida em seu uso cotidiano.
Como fazer isso?
Todas as atividades humanas estão relacionadas com a utilização de linguagens e estas não são apenas feitas de palavras, mas de cores, formas, gestos etc. Para se tornarem “linguagem”, tais elementos precisam obedecer a certas regras que lhes permitam entrar no jogo da comunicação. Uma delas é que toda manifestação da linguagem se dá por meio de textos, os quais surgem de acordo com as diferentes atividades humanas e podem ser agrupados em gêneros textuais.
E o que são gêneros textuais?
São modelos comunicativos que nos possibilitam gerar expectativas e previsões para compreender um texto e, assim, interagir com
o outro. Difícil? Nem tanto. Imagine a confusão se uma simples conta de luz viesse, a cada mês, escrita de modo diferente, sem seguir um padrão. Quando recebemos uma conta de luz, reconhecemos o modelo, sabemos para que serve, localizamos as informações mais importantes, deixamos de lado o que não nos interessa, ou seja, organizamos a nossa vida. Isso porque conta de luz é um gênero textual. Conta de luz, telenovela, fofoca, aula são alguns exemplos de gêneros que, pelo seu constante uso social, não oferecem muitas dificuldades de compreensão. A mesma coisa não podemos dizer de outros menos frequentes em nosso cotidiano, mas também importantes, como crônica, memorial, reportagem, ensaio, editorial etc. Os gêneros surgem de acordo com sua função na sociedade; seus conteúdos, seu estilo e sua forma estão sujeitos a essa função. Isso quer dizer que conhecer um gênero não é
apenas conhecer as suas características formais, mas, antes de tudo, entender a sua função e saber, desse modo, interagir adequadamente. Um enorme desafio: valorizar forma e função como uma única realidade interativa! Pode ser relativamente simples ensinar as características formais de um gênero; por exemplo, uma carta sempre começa com um vocativo. Mas ensinar o uso social dessa carta, bem como a função e o valor desse vocativo, é muito mais desafiador. Uma vez que os gêneros são produtos culturais construídos por determinada comunidade histórico-social, uma carta que não tenha vocativo, mas que comece com algo como “Que saudades de você!”, continuará sendo uma carta. Além disso, uma carta para minha mãe não terá a mesma forma nem, provavelmente, a mesma função daquelas dirigida a uma criança ou ao diretor da escola. Por esse motivo, ensinar uma lista de características
formais (o que já não é pouco!) não será suficiente para garantir que um aluno saiba escrever ou ler bem. Ensinar um gênero pressupõe um convívio anterior com esse gênero. Assim, é importante pensar em para quem se escreve, por que se faz, qual a real necessidade de fazê-lo, o que o leitor efetivamente conhece sobre o tema, o que pensa dele, como fazer-se compreender, como usar a língua na produção desse texto, como o texto solicita uma ou outra estratégia de leitura. Tais questões, na escola, tornam necessário construir um currículo que valorize tanto a função social do texto como a sua forma. Na prática, isso significa considerar a cultura na qual o gênero se constitui como ação social. Em outras palavras, devemos considerar até que ponto a comunidade que faz uso desse gênero efetivamente se apropriou dele e como o fez. Lembramos, contudo, que a comunidade que faz uso de determinado gênero é composta por indivíduos, entre os quais eu mesmo – professor ou aluno – devo me incluir. Isso nos leva a novas questões: “Como explicar apropriadamente o que é um gênero se sua leitura e escrita não faz parte do meu cotidiano? Como escrever um ‘artigo de opinião’ se não tenho o hábito de pensar em quem lê o que escrevo? Como distinguir o registro de formalidade na escrita de um texto se não sei quando usar a norma-padrão? Como ler bem se não sei como agir diante de uma palavra que não compreendo? Como escrever adequadamente se não sei em relação a quem ou a que devo me adequar?”. A lista de perguntas é tão grande (ou maior!) quanto o número de gêneros que existe. Os gêneros são produtos da cultura de determinada sociedade. Constituídos por certos conteúdos, além de estilo e forma próprios, apresentam funções sociais específicas. Tornam-se, desse modo, modelos comunicativos que permitem a interação social. O trabalho com gêneros textuais na escola pressupõe um modo próprio de se relacionar com a linguagem e com o currículo da língua portuguesa. Significa cultivar uma atitude educacional alicerçada por sólido conhecimento da linguagem, vista como prática cotidiana, e muita vontade de fazer diferença, não apenas moda. Pode ser desafiador, mas vale a pena!

(José Luís Landeira. In: Na Ponta do Lápis – ano V– nº 11)